Histórias de Fantoches – A Ritinha, 4.ª Página

A Ritinha

O avô da Ritinha ainda tinha o carro estacionado e assistiu a tudo. Esperou que a netinha entrasse no pátio da escola, que estava quase deserto, porque a criançada já tinha respondido à chamada da campainha, e se dirigisse para o edifício da sua sala de aula. Depois voltou para casa tranquilo e orgulhoso com o gesto da Ritinha.

Quando a Ritinha ia a entrar na sala, a porta ainda estava aberta, mas os colegas já se encontravam todos sentados, e a professora parecia que ia começar a aula, por isso, a menina pediu licença para entrar e desculpa pelo atraso. A professora respondeu com um aceno de cabeça.

– Bom dia, meninos, estão todos bem? – cumprimentou a professora a sorrir.

– Sim, Sr.ª Professora! – responderam os meninos em coro.

– Sr.ª Professora, é hoje que podemos fazer um jogo de palavras?- perguntou a Ritinha.

– Boa ideia, Ritinha! Eu digo: Era uma vez… , tu começas a contar uma história, o Joel que está ao teu lado vai continuar; depois é a vez dos colegas detrás e assim sucessivamente, sempre em grupos de dois. Eu marco o tempo que cada um tem para falar e dou um sinal para o colega prosseguir.

A turma ficou muito agitada. Os alunos riam uns para os outros e falavam entre si. A professora Maribela deu início ao jogo.

– Era uma vez…

– um macaco com óculos e boné a andar de bicicleta atrás de um galo!

– uma árvore que ria com o que via e, divertida, despenteava os cabelos de toda a gente, e tirava os laços das tranças e dos totós das meninas bem compotadinhas!

– um palhaço saltitão apareceu com um balão na mão, chamando a cada menino: “Irmão! Irmão! Aquele macaco parece um leão!”

– uma cadeira que falava e um banco que tocava acordeão e onde ninguém se sentava, armaram uma grande confusão!

– um bife que fazia ginástica com as batatas fritas sempre a saltitar como se estivessem a fritar começaram a tremer com medo que alguém os fosse comer!

– um cão que sabia cantar e dançar, andar com duas patas, e assobiar, entrou nesta festa sem ninguém o convidar!

– um computador que ressonava, e contava história que inventava, nunca mais se calava!

– uma família de peixes muito feliz, que fazia muitas festas onde os homem não punha o nariz, agitava a água do lago com medo de algum peixinho ser levado por algum petiz!

– um barco melancia com marinheiros sementes, e sucos de maresia cor-de-rosa baloiçava por cima do cardume com alegria!

– uma girafa a conduzir um tractor, e a tocar nas folhas das árvores como se fosse um tambor, travou no recinto do jardim, obedecendo às ordens do papagaio-doutor!

– um livro gigante com asas a poisar de mão em mão, e a ler adivinhas em voz alta aos velhinhos e aos meninos, pediu ao Luís-jornalista para escrever o que via e publicar na sua revista!

– uma bola de sabão a fugir da tua mão começou a bater palmas e a oferecer aos artistas e aos espectadores chupas-chupas em forma de coração!

(continua)

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