As Brincadeiras da Nita e do Nito – O Rei Leão, 1.ª Página

A Janela da Muralha

Naquela tarde, o Nito apareceu junto da sua amiga Nita sem a bola; no seu lugar, levava um caderno.

– Ainda bem que chegaste, Nito! Estou desejando de começar a fazer o trabalho que a nossa professora mandou!

– Que pressa, Nita! Nem pensei sobre isso! – respondeu o Nito de mau humor.

– Eu estive a pensar. Que te parece o Rei Leão? – adiantou a Nita.

– O Rei Leão? Leão ou lagarto é o meu primo. Não podia ser a Rainha Águia? – inquiriu o Nito.

– Claro que não, Nito! Se fosse um dragão conseguiríamos fazer uma historia mais interessante, mas… uma águia? – contestou a Nita.

– Lá estás tu, Nita! Então o que fez o leão? Diz lá! – rendeu-se o Nito.

A amiga pegou na sua sebenta e disse-lhe:

– Eu comecei assim:
O Rei Leão era muito temido na selva!
Quando rugia, todos se calavam!
Quando agitava a juba, todos se admiravam!
Quando passava, a banda parava!
Quando pensava em sucesso, punha as patas no chão!
Quando lhe doía as pernas, deitava-se no sofazão com o IPAD na mão – fora ele quem implantara as novas tecnologias no reino!

– Ah! Ah! Boa, Nita! Vou continuar! – aplaudiu o Nito.
O Rei Leão era um grande sabichão: lia, lia, escrevia, escrevia, estudava, estudava, projetava, projetava, defendia e defendia-se, discursava, discursava, lutava, lutava com todos os animais e com todas as suas forças, e vencia – fazia tudo quanto queria! E… ainda se ria!

– Nunca vi um leão a rir-se, Nito, mas acho muito giro! Agora sou eu! Mas primeiro tenho de escrever as palavras-chave do que vamos contando, para o nosso texto – disse a Nita.
O Rei Leão era muito gentil, amável e sociável, constituía grupos de elevado número, na maioria mamíferos…

– Agora é minha vez, Nita! Corrige, se faz favor: “Mamíferas, suas irresistíveis fãs!”, dizia!
O Rei Leão era galante e guloso; não podia ver leite creme à frente, nem criações da natureza! E também era leal e perigoso; andava sempre a levantar-se, pela calada da noite, e honesto e mandão tinha os argumentos, e quase todos na mão!

A Nita levantou a mão, e o Nito calou-se, aliviado. E ela deu continuidade à história.

– O Rei Leão era muito generoso; preocupava-se e ajudava todos, e gostava muito de agradar, principalmente aos seus eleitos, de elogiá-los, de incentivá-los e de colocá-los no seu trono!
O Rei Leão não era muito modesto, mas defendia-se, confundindo certas graças, que só a ele lhe eram permitidas!
O Rei Leão era sensível e sofredor, mas escondia, por isso, quase ninguém sabia, e gostava muito de companhia!

Foi a vez de o Nito fazer sinal à amiga para se calar.

– O Rei Leão era fogo que ardia e se via, era contentamento e descontentamento, era madrugada, noite e meio-dia, era fonte de fortuna de amor ardente, era razão e merecimento, era biquinho de passarinho com versos rimados, era caçador e… um grande doutor!

Mas…

(continua)

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