Histórias de Fantoches – A Ritinha, 1.ª Página

A Ritinha

Caros Leitores,

Esta história, e outras, de fantoches, como: A Gabriel, A Margarida, O Professor, A História da Avozinha, As Recordações do Sr. José e Um Dia com o João, que alguns de vós tiveram oportunidade de ler nas Estórias da Carochinha, nasceu de um projeto de uma amiga, que construiu as personagens com papel, vestiu-as e adorno-as, deu-me dicas para o tipo de narrativa, interativa e didática, e objetivo temático pretendido.

Partilho convosco a história d´A Ritinha, atualizada, aumentada e mellhorada, adequada a este contexto!

Trata-se de uma história simples direcionada para crianças, que espero adoce o gosto de todas as idades!

Muito obrigada pela vossa visita!

Maria do Mar

Era uma vez uma menina muito simpática e traquina, que vivia com o avô José e a avó Maria numa pequena quinta à entrada da cidade das Surpresas.

O avô gostava muito de vê-la montada no pónei, a subir às árvores para colher a fruta onde ele não chegava, a regar os legumes, a ajudar o jardineiro, toda enlameada, a apanhar erva para dar aos coelhos, a fazer de tudo um pouco, mas a avó zangava-se e, por vezes, chamava-lhe Maria Rapaz, ao que ela lhe respondia:

– Rita, avó Maria, eu sou Rita, a Menina Rita, ou a Ritinha como o avô me trata. Porque é que não dizes: Rita bonita, que usa uma fita e gosta de batata frita, ou Rita catita quando visto aquela roupa que me ofereceste no dia dos meus anos, ou ainda Ritinha queridinha, porque eu sei que gostas muito de mim, mesmo quando não me porto muito bem? Mas Maria Rapaz, a do cabaz? Não fica capaz! E Rita Rapariga, arranha o ouvido e até faz doer a barriga.

– Ah! Ah! Ah! Rapariga, que não sei o que te diga! – respondeu a avó, sorrindo.

– Não digas mais nada, avó, senão ainda te chamo Maria qualquer coisa, mas só a brincar, sim? Maria Patrão? Ai, não, não! Avó, apanha esta maçã que tenho na minha mão… – gracejou a Ritinha.

A Ritinha já andava na escola. Saía de casa todas as manhãs com uns lindos totós no cabelo e as fitas azuis, que eram as suas preferidas. Também gostava de vestir-se de azul, principalmente se a roupa tinha flores ou outros desenhos amarelos, porque lhe faziam lembrar o céu com as estrelas, que gostava de admirar da janela do seu quarto, e que ela imaginava que falavam consigo e lhe faziam gestos cintilantes. Levava um boné azul claro com um golfinho pintado, guardado na mochila azul-escura e amarela, e calçava uns ténis da mesma cor com flores e bolas brancas.

– Ai, Rita, Rita, qualquer dia chamam-te a Menina Azul! – comentou a avó.

– Não faz mal, avó, eu até gosto. Se eu fosse a Menina Verde, os animais podiam querer comer-me; se eu fosse a Menina Arco-Íris de todas as cores ou a Menina Vermelha tomatinho… – respondeu a menina.

– Já chega, filha! Vai para a escola. O avô está à tua espera para te levar – recomendou a avó.

– Avó, estás a ver alguém aqui? Não sou euuuuuu – respondeu-lhe a Ritinha, fazendo cara de lobo mau.

– Está quieta, Rita, não é preciso dares-me tantos beijos. Até logo! – disse a avó sorrindo carinhosamente.

(continua)

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