Gente Boa da Minha Aldeia – A Apressada Dail

Quilha de Barco-reflexos, 2012

Avistei a D. Dail muito apressada!

Sorri-lhe e cumprimentei-a à medida que nos aproximávamos!

A senhora não me correspondia, o que estranhei.

Quando estávamos muito perto uma da outra, a D. Dail abriu o seu sorriso, parou e disse-me:

“- Desculpe! Agora nem a conhecia! É dos diabetes; vejo mal! Fico muito contente por vê-la!…”

Frisei que nada havia a desculpar, dei-lhe um beijinho e escutei o que motivara o nosso encontro:

“- Vim aqui acertar o relógio com a nova hora; venho sempre. E aproveitei para estar com umas amigas e tomar um cafezinho; faço sempre isto quando venho cá abaixo.”

Entre a certeza da empatia e da firmeza das suas palavras apoiadas à sua bengala, fiquei a saber que a D. Dail vai à piscina, dá umas voltinhas a pé perto da sua casa, ajuda uma vizinha no que pode, faz os seus trabalhos manuais e tem sempre tudo em ordem para os olhos da sua vida, que continua a preparar para a autonomia, “não vá partir antes dele”, mas… que ao cair da noite fecha a porta e não a abre a ninguém!

Despedimo-nos com saudades da parte dela para a minha família, e beijinhos meus para a sua, mas o que brilhava, permanecia e nos unia à medida que nos afastávamos em sentidos contrários, era a alegria que aquele momento nos proporcionara, porque a riqueza da vida está na grandeza das “pequenas coisas” regadas da espontaneidade dos afetos, pura riqueza dos simples, colhendo flocos de felicidade!

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