O Barco de Papel – 21.ª Página

O Barco de Papel

Foi a vez de São Tomé e Príncipe, e Lá No Água Grande, soou da voz de Alda do Espírito Santo:

“(…) As crianças brincam e a água canta.

Brincam na água felizes…

Velam no capim lá na hora do regresso para a roça.”;

 

Apresentou-se Moçambique com o tambor do José Craveirinha:

“(…) Ó velho Deus dos homens

deixa-me ser tambor

só tambor!”

 

Aproximou-se Guiné-Bissau, revendo a infância com António Baticã Ferreira:

“(…) Revejo a minha infância,

Toda cheia de alegrias: eu corria pelo mato,

Espiava os animais selvagens.,

Sem medo (…)”

 

Canta Cabo Verde, a mãe negra com o seu filho Aguinaldo Fonseca:

“Mãe Negra embala o filho

(…) canta, canta para o céu

Tão estrelado e festivo.“

 

Soa Timor com o Menino Jesus de mão dada com Jorge Barros Duarte:

“Menino de Timor, estás triste’!…

(…) Menino Jesus, dá-me alegria!… (…)”

Ao entardecer, os frutos, os animais e os homens regressaram, satisfeitos, para os seus barcos, mas prometeram reencontrarem-se.

(continua)

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