Histórias de Fantoches – Um Dia com o João, 1.ª Página

O Fantoche João

 

Caros Leitores,

Esta história, e outras, de fantoches, como A Gabriela, A Margarida, O Professor, A História da Avozinha e As Recordações do Sr. José que alguns de vós tiveram oportunidade de ler n´As Estórias da Carochinha, nasceu de um projeto de uma amiga, que construiu as personagens com papel, vestiu-as e adorno-as, deu-me dicas para o tipo de narrativa, interativa e didática, e objetivo temático pretendido.

Partilho convosco a narrativa d´Um Dia com o João, atualizada, aumentada e mellhorada, adequada a este contexto.

Trata-se de uma história simples direcionada para crianças, que espero adoce o gosto de todas as idades!

Muito obrigada pela vossa visita!

Maria do Mar

 

Os pais do João moravam no norte de Portugal. Viviam da agricultura, mas os filhos estavam a crescer e eles queriam proporcionar-lhes uma vida melhor, por isso, um dia mudaram-se com os seus três rapazes e as duas raparigas para uma vila situada no litoral alentejano.

O Sr. Francisco, assim se chamava o pai dos meninos, arranjou trabalho na estação ferroviária, e a família passou a viver numa casa da empresa, baixinha e pequenina, caiada de branco com barrinhas azuis, mas com um quintalinho onde as crianças podiam brincar.

O João e os seus dois irmãos mais velhos gostavam muito de entrar e de sair das carruagens, de fingir que eram maquinistas ou passageiros e, por vezes, quando não havia comboios na estação, faziam corridas nas linhas para ver quem chegava mais depressa a uma meta que eles designavam, saltando de uma madeira para a outra, sem porem os pés nas pedras que ficavam entre elas, dizendo que iam subir as “escadas” da estação.

A mãe dos meninos, a D. Luzia, uma senhora alta e forte, ao contrário do marido, que era baixo e franzino, estava quase sempre a ralhar-lhes:

– António, Carlos, João, venham cá! Onde é que se meteram, que estou a chamar-vos há mais de um quarto de hora e vocês não respondiam, nem apareciam?!…

– Ó mãe, estávamos ali a subir as escadas do caminho-de-ferro – respondeu o filho mais velho, o António.

– Quais escadas, quais escadas, se aqui não há degraus? – continuou a mãe toda rabugenta.

– Há sim! A mãe é que não sabe ver! – disse baixinho o menino mais pequeno, o João.

(continua)

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