O Barco de Papel – 20.ª Página

O Barco de Papel

O Sr. Príncipe e o mestre João sorriram e cumprimentaram os representantes dos outros países, todos com os seus lindos trajos regionais, e apresentaram o Livro-Sabichão aos outros familiares, todos muito bem instalados sobre uma original mesa-tronco, recitando poemas, o primeiro de Portugal, do poeta das palavras de cristal e do “É urgente o amor”, o Eugénio de Andrade:

 

“Pastor, pastorinho

onde vais sozinho? (…)

Não tens um amigo?

Deixa-me ir contigo.”

 

E… do Livro do Brasil surge na voz de Odylo Costa, Filho:

“Iam dois coelhinhos

andando apressados

para o céu – com medo

de serem caçados (…)

Jesus riu, com pena:

fez brotar da Lua

– para eles – florestas

– de cenoura crua.”

 

Abriram-se as páginas de Angola, e ouviu-se o Henrique Guerra nas canoas:

” (…) Quando, de andar nas canoas, voltamos do mar

E a garganta vem a arder como se fora sal

A água do moringue sabe-nos como nada mais (…)”

(continua)

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