Histórias de Fantoches – As Recordações do Sr. José, 5.ª Página

O Sr. José

– “Inscrebi-me” num curso de Informática do Centro de Formação, e aprendi a fazer o “echenchial”. Temos de acompanhar o progresso, Sr. Manuel.

– Concordo! Eu já não tenho paciência para uma coisa dessas e, na “verdadi”, também “nã” preciso disso para me “distrairi” no campo. Olhe, quando estou lá em baixo, vou quase todos os dias à biblioteca “leri” o “jornali”. Aquilo “éi” um espaço muito “agradáveli”, às vezes tem exposições de pintura, de fotografias e de outro material, e o “pessoali” “éi” jovem e muito simpático. E “atão” aquelas suas histórias de caixeiro-viajante que andava a “escreveri”? Já as acabou?

– Ainda não, Sr. Manuel! Estou a “escreber”. Já passei algumas para o computador e estou a pensar pedir a alguém para as ilustrar, porque as crianças “bão” adorar. “Talbez” fale com a minha “bizinha” agrónoma, uma jovem, que tem umas grandes mãos para artes, a Doquinhas.

– Fico muito “contenti”, Sr. “Joséi”! Quando “fori” o lançamento do livro, “dêxe” recado aqui na pastelaria se faz “favori”, para eu “estari” presente. “Beim”, tenho de “iri” andando, Sr. “Joséi”! Tive muito “prazeri” em vê-lo e vá para a frente com os seus projectos!

– Também eu, Sr. Manuel! Sabe que estou a pensar fazer um jogo de adivinhas com as crianças? “Talbez” para a próxima já lhe conte. Boa estada por esta nossa terra e “aprobeite” bem o seu Alentejo.

– Obrigado! Passe bem, Sr. José! Até qualquer dia!

A empregada, a Benvinda Alegre, aproximou-se da mesa do Sr. José.

– Isto é que foi uma “conbersa”, Sr. José! Já posso trazer-lhe o seu garoto?

– Agradeço, menina! E já agora, o jornal, e a conta, se faz “fabor”!

O Sr. José respirou fundo e olhou à sua volta. Nem se apercebera de que tinham entrado tantas pessoas na pastelaria; estava cheia e colorida de conversas e risadas! Ele gostava muito daquele ambiente!

– Pronto, Sr. José! Aqui tem tudo o que pediu!

– Muito obrigado!

O Sr. José pagou a conta, despediu-se, dizendo: “ Passe bem!”, dobrou o jornal, colocou-o debaixo do braço, e lá foi a pensar nas diferenças e na riqueza dos falares regionais.

(continua)

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