A Menina Azul – As Telas e as Tintas da Madrugada

Mar de Sempre, 2014

Era madrugada!

Fui à janela!

Olhei para o céu azul-estrelado!

– Não tem medo da conta da luz! – cogitei, olhando para a rua escura com os candeeiros apagados.

Olhei para o mar! Dormia descansado!

E estava sozinho, coitado! Nem um barquinho para o acordar devagarinho!

Olhei para o farol!

Piscava-me o olho, o descarado!

Olhei para a árvore da esquina! Estava sossegada!

– Por onde andará a fresca brisa amiga da madrugada?!… – suspirei admirada!

Olhei para a minha mão! Estava vazia! Estendi-a à imaginação!

E….

Ela ofereceu-me uma tela e uma caixa de aguarelas!

E…

Sem saber bem o que fazer…

Comecei a navegar nos mares infância, a saltar nas rochas, e na alegria da vida conquistada!

E…

Na clara doçura da madrugada…

Comecei a pintar palavras paralelas nas estradas, palavras cruzadas nas sardinheiras das janelas a olhar para as bolas de sabão, palavras entrelaçadas de mar e sorrisos a amar a luz nas entradas apalaçadas das casas de madeira vestidas de branco, e  perfumadas de jardins de açucenas felizes…

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