Histórias de Fantoches – A Gabriela, 8.ª Página

A Gabriela

 

–  Uma alegria especial foi quando o meu paizinho evitou que a minha mãezinha me batesse, porque parti, sem querer, um copo de pé com uma barra azul, que fazia parte de um conjunto com um jarro, o qual deixei cair quando ia beber água.

Eu comecei a chorar quando isto aconteceu, mas o meu paizinho acalmou-me, e disse-me para eu não ficar triste, porque não podíamos transformar as minhas lágrimas no copo, que elas não faziam bem aos meus olhos, nem ao meu “coraçanito”, e que o mais importante era eu não me ter cortado com os vidros.

– Gabriela, o teu pai foi muito querido contigo!

– Bela, o meu paizinho é o melhor pai do mundo!

– O meu também. E depois? Vá! Conta!

– Quando a minha mãe chegou perto de nós, ficou toda zangada, e quis saber quem tinha partido o copo, mas estava a olhar para mim com olhos de fera. Então, o meu paizinho disse que tinha sido ele.

Eu desconfio que ela não acreditou, porque voltou as costas a deitar fogo pelo nariz, mas não falou mais no assunto.

Enquanto almoçávamos, eu tinha dificuldade em engolir a comida, misturada com um grande desejo de dar um abraço ao meu paizinho, e agradecer-lhe este lindo e doce presente de amor.

Agora conta-me uma alegria tua, sim?

–  Gostei muito dessa alegria especial, que o teu pai te proporcionou.

Uma alegria minha foi quando me lembro de ter ido pela primeira vez à praia com a minha mãe e o meu irmão.

Eu não queria andar na areia, porque estava muito quente, e fazia-me cócegas, mas o meu irmão Quico pegou-me ao colo, e sentou-me na toalha que a minha mãe já tinha estendido na areia.

Depois foi encher o meu balde de água, e trouxe-mo para eu ir molhando os pés, e fazendo uma pasta com areia. Achei muito giro. Brincámos aos bolinhos, que desenformávamos e oferecíamos à nossa mãe, que agradecia, fingia comê-los, e dizia que estavam muito bons!

– Eu também fazia bolinhos desses. E divertia-me! E não tomaste banho, Bela?

– Tomei, sim, Gabriela! E gostei muito! Eu conto-te! Eu não queria ir para a água, mas o meu irmão deu-me a mão, e ajudou-me a levantar.

Não tirei o chapéu, porque aquele mar todo metia-me medo.

Gostei de sentir as ondas a molharem-me os pés!

Sentei-me à beira-mar com o meu irmão, que me ia molhando!

Eu sorria, e chapinhava!

Ele foi tomar banho!

A mãe continuava de pé.

Quis ir com ele.

Comecei a chamá-lo:

– Quico! Quico!

O meu irmão dava mergulhos, olhava para mim, e ria-se!

Depois veio buscar-me!

Tinha as mãos frias, e pingava água por todo o lado!

Deixei-me conduzir, e fui-me molhando!

– Que bonito, Bela! E deste algum mergulho?

– Não, Gabriela! Mas… joguei o chapéu para dentro de água, e o meu mano riu-se. E eu também!

Mas, a minha mãe não achou graça nenhuma, e mandou-nos sair da água.

Cá fora, e depois de termos o cabelo seco, o meu irmão pôs-me o seu boné, atou a sua blusa na cabeça, e fomos jogar à bola!

– Grande irmão, Bela! E a tua mãe?

– É verdade, Gabriela! A  minha mãe riu-se e deixo-nos brincar sem fazer reparos, o que era raro! Mas, foi um momento muito bom, de uma alegria inesquecível!

– Bela, tenho mais alegria guardada no meu coração e na minha memória, porque a alegria é como o sol, nasce todos os dias, mesmo quando não o vemos, mas a que sinto agora, agradeço-ta: termos estamos estado aqui a fazer esta nossa história. Obrigada!

– Obrigada, Gabriela! Também gostei muito, e vou guardar esta nossa alegria para sempre!

FIM

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