As Estórias da Tó – O Baile de Carnaval

Crianças, As Estórias da Tó

A jovem Lili estava de beicinho caído sentada numa cadeira.

A Tó chegou, e perguntou-lhe o que se passava.

– A minha mãe não me deixa ir ao baile de Carnaval com a prima Mira e umas amigas! – respondeu-lhe meio chorosa.

– Vamos ao baile! – respondeu-lhe a Tó, sorrindo!

– Estás a falar a sério, Tó?!… Contigo, com certeza que posso ir!

– Podes, sim! – interveio a mãe, a “tia” Lina!

A Lili, expectante, ainda inquiriu:

– E o meu irmão deixa-te ir comigo? E a minha sobrinha?

– Ele foi ao cinema, mas sei que não irá importar-se; até fica contente por ter ido contigo! E a menina fica aqui com a avó! Mas… temos de regressar antes de o filme acabar.

A Lili estava eufórica, mas…

– E vamos mascaradas de quê? – perguntou.

– Vestimo-nos de pescadores com a roupa do teu irmão. É grande e larga, mas é mais engraçado – tranquilizou-a a Tó.

Os preparativos para o evento decorreram excitantes, e divertidos na escolha, e na prova das calças e das camisolas de pescador. Improvisaram umas máscaras para tapar-lhes os rostos, e lá foram, perante os olhares estupefactos da neta, e alegres da avó, contagiadas pelos da filha, que ia ao baile.

No caminho, a Tó achou que seria mais seguro levar algo para defender a Lili, caso alguém se aproximasse, e tentasse ser engraçado.

Fizeram um desvio, passaram pelo largo debruçado sobre a baía, subiram a pequena rampa, e a Tó tirou a cana da corda da roupa da cunhada mais velha!

Riram-se, imaginado o que ela diria se tivesse assistido ao furto de tão preciosa arma.

Quando chegaram à Esplanada, salão privilegiado de bailes e de exibição de filmes, a Tó escondeu a cana e entraram.

E… entre outros mascarados, e alguns conhecidos, que não as reconheciam, dançaram, dançaram uma com a outra.

A dada altura a Tó, que queria chegar a casa antes do marido, para não o preocupar, pediu à Lili:

– Olha para alguém que tenha relógio, e vê as horas, se faz favor.

Decorridos poucos momentos, a jovem parou de dançar e disse:

– Tó, já é meia-noite e meia!

E… abandonaram apressadamente o salão.

Dirigiram-se ao esconderijo da cana, e a Tó pegou-lhe, esquecendo-se de colocá-la no estendal.

Apressaram o passo, para chegarem rapidamente a casa.

A “tia” Lina estava tranquila, o que a Tó e a Lili estranharam.

Olharam para o relógio, e… ainda não era meia-noite!

Soltaram gargalhadas em uníssono, que acordaram a menina, tendo concluído que a Lili tinha visto mal as horas, pois eram 23:30.

O irmão da Lili quando chegou do cinema, tinha a filha e a esposa em casa, tendo apoiado a sua iniciativa.

No dia seguinte, a Tó e a Lili foram devolver a cana à corda.

A Edi estava muito aborrecida, e desabafou com ambas que a malandragem da noite lhe tinha roubado a cana da roupa.

A autora e a cúmplice do furto entreolharam-se, e não conseguiram conter o riso, denunciando-se, o que originou umas fortes gargalhadas no trio.

A partir daquele ano, a Lili passou a festejar o Carnaval, mascarando-se com lindos fatos previamente confecionados por ambas, divertindo-se nas aventuras do faz de conta na companhia de algumas amigas, e da Tó!

 

 

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