Archive for Abril, 2014

O Corredor Proibido
Abril 17, 2014

 

Caminho na Praia

A avó, muito séria e peremptória, chamou a atenção das duas crianças para não correrem, acrescentando de dedo no ar:

“- Ouviram?!…”

O menino e a menina travaram o movimento “de lançamento” para que se dispunha, e ficaram parados!

Como era possível satisfazer tal pedido, olhando para o longo, brilhante e tentador corredor?!…

Depois, os dois irmãos entreolharam-se e sorriram, tropeçando nos próprios passos, tocando nos ombros um do outro com olhares cúmplices!

Sorri, e convidei-os a caminharmos direitos e de  braços esticados para trás e para a frente como se fôssemos polícias ou militares num evento! Talvez no 25 de abril!

“- Polícias!” – retorquiu determinado o menino grande e robusto!

” – No 25 de abril!” – adiantou a menina franzina de cabelos longos e tão fininhos como a sua voz!

E… lá seguimos os três rigorosa, silenciosa e divertidamente até ao final do corredor onde nos despedimos “à vontade”, sorrindo!

De Cada…
Abril 17, 2014

Flores Amarelas, 2014

De cada momento tira uma lição!

De cada lágrima colhe uma emoção!

De cada sorriso faz uma canção!

A Chama do Verdadeiro Amor
Abril 17, 2014

Flores  com Sol de Primavera, 2014

O verdadeiro amor é uma chama viva, soprando do nosso coração com beijos, abraçando a terra e o céu em todas as estações que atravessamos!

Quando Eu For Grande – Décimo Quarto Desejo
Abril 17, 2014

Menina Grande

Quando eu for grande, vou fazer com alegria e determinação tudo o que posso, devo e for preciso, mesmo que seja contrário aos meus desejos, e não exclusivamente o que me apetece, porque só assim é que se cresce, e… fica grande, de facto!

Aerograma N.º 19 – Querida Sophia…
Abril 15, 2014

Mar Nosso

 

Terra dos Caramujos, Dia da Dezena e Meia, Mês da Liberdade, Ano de 2014

Querida Sophia,

Esta já não “é a madrugada que eu esperava”
Nem este … “O dia inicial inteiro e limpo”

Esta é a noite tumultuosa de um país perdido em si mesmo!

Lava-nos com o doce mar da tua poesia, e aquece a manhã fria!

Fico aqui à… “Janela rente ao mar e rente ao tempo” à espera!

Toda a grata admiração à sensível grandeza da voz que canta sem escrever!

Maria do Mar

 

O Crescimento
Abril 15, 2014

Mar Entre Troncosjpg

 

O crescimento tem uma raíz: a mudança!

Sem a mudança de mentalidade não há evolução nem crescimento!

O Laço do Amor
Abril 15, 2014

Flores no Jardim

O amor é um laço de jardins mágicos com pontas de heras bailarinas, espreguiçando-se com beijos!

A Menina Azul e a Feira de Agosto
Abril 14, 2014

A Menina Azul

 

A Menina Azul gostava muito de ir à feira de Agosto na sua aldeia!

De encontrar: familiares, amigos, vizinhos e conhecidos com roupas domingueiras!

De respirar o cheiro a pipocas e a algodão doce!

De sentir crescer água na boca pelos figos, e pelo torrão de alicante!

De ver as crianças e os adultos com bigodes e narizes de açúcar com canela das gulosas farturas!

De olhar para o carrossel dos adultos, subindo e descendo naquelas montanhas de madeira, que faziam cócegas na barriga!

De ouvir os convites da senhora da barraquinha das rifas, seguida do silêncio expectante dos jogadores pelos prémios!

De parar em frente às barracas dos brinquedos, que os seus olhos não conseguiam abarcar, pela sua diversidade e imensidão, interrompida pela impaciência da mãe.

De sonhar com as miniaturas de barro espelhado para as suas brincadeiras às cozinhas, e das pequenas bilhas de água para ir à fonte!

De assistir às compras: das alcofas, dos abanos, e das cadeiras de fundo de palhinha!

De observar as mantas que alguns homens carregavam ao ombro, para aquecer a pequenada no inverno!

Mas… o que a Menina Azul gostava mais era de ir ao circo, se bem que temesse que as feras fugissem das jaulas, que os ilusionistas lhe tirassem botões do nariz, que os trapezistas caíssem!

E… o acontecimento anual terminava com a compra de uma rodela de farturas, que o pai fazia questão de colocar na mesa para acompanhar o chá de Príncipe em família!

O Beijo dos Sorrisos
Abril 11, 2014

Ondas de Sorrisos, 2014

Espreito à janela do mar, e peço-lhe que te beije, criança silenciosa e só, com o doce sabor da espuma marinha, despertando-te sorrisos!

Histórias de Fantoches – A Gabriela, 3.ª Página
Abril 11, 2014

A Gabriela

 

–  Eu conto-te, Bela! A minha avó Madalena andava sempre muito atarefada: a preparar refeições com um cheirinho que fazia crescer água na boca; a arrumar e a limpar a casa; a lavar e a engomar a roupa; a cuidar da família, que era muito grande, e ainda do seu lindo jardim, vedado por um muro de canas, com um portão, que tinha uma fechadura de arame muito difícil de abrir, cheio de flores coloridas como um arco-íris, e perfumadas como não há nada igual.

–  Esse jardim devia ser muito bonito, Gabriela!

–  Era lindo! Parecia de um conto de fadas! Quando eu a via a tratar das plantas, pedia-lhe para me deixar ajudá-la. Então a minha avó punha água no regador vermelho, e eu dava-lhes de beber, lavava-lhes as folhas com as mãos, e falava baixinho com elas, mas ninguém sabia deste nosso segredo!

Também cheirava todas as flores, por isso, às vezes, ficava tonta e com o nariz pintado de pólen, e o meu primo António e o tio Mingo, que é quase da nossa idade, riam-se de mim, mas eu continuava no meu trabalho com os olhos fixos naquelas cores todas; até parecia que as flores sorriam e faziam caretas para eu não ficar triste.

Quando terminava, dizia sempre que quando fosse grande queria ser jardineira, e a minha avó respondia-me que era uma linda profissão, mas que eu tinha de aprender muitas coisas acerca das plantas.

De vez em quando, ela oferecia-me flores: bem-me-queres, brincos de princesa, dálias, ou cravos, para eu pôr no meu chapéu de palha, preso à fita branca com passarinhos, que eu julgava que à noite se deitavam no laço, e de dia andavam de escorrega nas pontas caídas!

– Estás a sorrir, porquê, Bela?

– Porque gostava de ser um dos passarinhos da tua fita!

–  Mas… tu és uma menina ainda mais bonita! Gostas de flores? E de apanhá-las no caminho ou no campo para oferecer a alguém especial?

– Gosto muito de flores, Gabriela! São todas lindas! Quando eu era pequenina corria pelo campo, e apanhava uma florinha aqui, outra ali, e oferecia à minha mãe. E ainda lhe dou, e às pessoas de quem gosto, e também quando vejo alguém triste.

Mas, gosto mais de falar com as estrelas, e rio-me quando elas fazem corridas, e fogem!

– Eu também gosto das estrelas! De vê-las a piscar o olho para a Terra. E usas chapéu como eu, lenço ou boné para protecção dos raios solares?

– Uso, pois! Mas, quando era mais pequenina, a minha mãe gostava muito de pôr-me um lencinho na cabeça e atá-lo cá atrás! Toda a gente dizia que eu ficava muito bonita! A minha madrinha achava que os meus olhos de esmeralda  pareciam maiores e brilhavam mais.

O meu pai e os meus irmãos é que usam boné! E o teu pai e o Rafael?

(continua)