Archive for Março, 2014

O Sentido de Humor
Março 22, 2014

O Sentido de Humor do Mar, 2012

Todas as pessoas mentalmente sãs, sensíveis e inteligentes  são dotadas de sentido de humor!

Os Reflexos do Coração
Março 15, 2014

Reflexos verdes, 2014

Existe no teu coração uma bela bola de cristal onde o outro se reflete, e ambos se encontram!

A Solidão de Si e do Mundo
Março 15, 2014

Gaivota, 2014

Vive no vazio da verdadeira solidão quem não se encontra, não se conhece a si próprio, e não se reconhece como ser da humanidade!

As Vozes da Mão
Março 15, 2014

Flores brancas aglomeradas

Caminhar de mão dada é amor!

Andar pela mão do(a) dominador(a) é dependência!

Dar a mão é carinho, generosidade, perdão!

Quando Eu For Grande – Décimo Primeiro Desejo
Março 14, 2014

Menina Grande

Quando eu for grande, vou pedir  ao Céu Estrelado para tornar-me numa menina pequenina, desde um nascer ao pôr-do-sol, para poderes pegar-me ao colo,  montares-me às tuas cavalitas, segurares as minhas manitas, e…  contares-me histórias de encantar, enquanto olhamos e ouvimos o mar, e as ondas beijam os teus pés com carícias de algodão e sussurros de sereias!

Estórias de Meninos – O Cacinho e o Chapéu de Carregador
Março 12, 2014

Meninos by lusografias

O Cainho tornou-se um grande pescador. Durante a maior parte da sua vida na faina, andou ao mar no barco do irmão, o “Tareco”, que se tornara n´ “o Rei dos Robalos”.

Apenas os dois partilhavam as aventuras e as venturas que o tempo, o mar e a pescaria proporcionavam.

Um dia, ao regressar da pesca, quando chegou a terra, deparou-se com a ribeira cheia de peixe e de carregadores com os seus chapéus de lata à cabeça, transportando as caixas, e entre eles o pai, que exercia aquela profissão.

Compadecido do seu ar cansado, aproximou-se, e disse-lhe:

– Pai, dê-me cá o chapéu, e vá para casa descansar, que eu depois de acabar o trabalho, vou receber o dinheiro, e levo-lho.

O pai sorriu, deu-lhe uma grata palmadinha no ombro, e, rendido pela fadiga, tirou o chapéu e colocou-o na cabeça do filho.

Táxis da Estrela
Março 12, 2014

Táxis da Estrela, 2014

Tropeçamos em referências de tempos reais do coração da cidade: os Táxis da Estrela!

Paramos! Impossível prosseguir sem dar um abraço ao que representa, e reconta!

Redescobrimos os encantos em cada pormenor da relíquia!

Sorrimos para o número de telefone!

Sentimos saudades do disco, de marcar, e de… chamar pelo “carro de praça” preto e verde!

Apetece-nos deleitar o olhar, acariciar o pulsar das memórias, permanecer!

Sorrisos de Maresia
Março 12, 2014

Mar-Mulher, 2014

A tela dançante das ondas atravessa os olhares dos rostos tristes, acorda as manhãs de esperança nas cidades entontecidas, e canta hinos de alegria nas vagas pegadas das crianças com  lábios rasgados de sorrisos de maresia!

 

A Sombrinha de Chocolate
Março 12, 2014

Sombrinha de Chocolate

As sombrinhas de chocolate tinham toques de magia nas coloridas pratas que as revestiam, sobretudo quando o cabo se prestava a ficar pendurado nos pinheiros de Natal!

A pequenada gostavam imenso de dar-lhes dentadas, de rir das bocas lambuzadas, de alisar as pratinhas, e de utilizá-las como marcadores de livros ou decorá-los, simplesmente, nas páginas em que as imagens eram desenhadas a lápis de cor.

Atualmente, as gulosas sombrinhas renascem com um sabor mais acentuado, a  chocolate preto, com roupa interior de prata, e vestido desenhado em papel reciclado, despertando as memórias adormecidas,  fazendo as delícias do paladar, renovando os doces e  gostosos beijinhos de Natal!

A Flor-Mulher nas Mãos do Menino Gentil
Março 11, 2014

Flor-Mulher, 2014

Era o Dia da Mulher!

Conduzia devagar na minha rua, vislumbrando um  lugar para estacionar por alguns instantes.

Um bando de adolescentes seguia no meio da estrada, chilreando piadas, e batendo asas de gargalhadas.

Um menino de origem caboverdiana olhou para trás, e disse-me com um brilhante sorriso:

– Vizinha, ponha aqui! – e apontou para o espaço.

Agradeci-lhe, e trocámos um sorriso.

Reparei que tinha uma flor de meio-dia na mão.

Estacionei.

O menino aproximou-se, estendeu a flor e disse-me:

– Tome! É para si! Hoje é o Dia da Mulher!

Enterneceu-me, mas… dirigi o meu olhar para a menina que o esperava, interrogando-o em silêncio.

Ele respondeu-me com um sorriso e insistiu no seu gesto.

Aceitei a flor, afigurando-se-me um jardim, e agradeci, acrescentando que se não estivesse no carro, dava-lhe um beijinho.

O simpático menino rasgou um sorriso, e mandou-me um beijo, que retribui.

Depois, ele juntou-se ao bando, olhou para trás e fez-me adeus!

E… a flor do meio-dia só fechou as pétalas na primeira noite…