A Pagizinha Animadora

A Pagizinha

No dia do meu aniversário, liguei para a casa da Pagizinha. O pai atendeu o telefone, e passou-lho a meu pedido.

Convidei a minha amiguinha para beber chá, de que ele é uma boa apreciadora, e comer uma fatia de bolo, porque eu fazia anos.

A Pagizinha apressou-se a responder-me:

– Estou a fazer um bolo! Vou levar!

Sorri!

Mas… quando a minha amiguinha chegou, trazia a sua filha mais pequena ao colo, bem juntinha ao seu peito – segurava-a como se temesse que caísse.

Encontrou-se com as duas “meninas da vizinha …” – eu -, suas companheiras de confeção de bolinhos na minha casa, e um menino de idade pré-escolar, que não conhecia, o que não sucedia com os adultos

Parecia tímida, encostando-se à mãe, mas acabou por ambientar-se!

A pouco e pouco, a Pagizinha foi-se soltando e falando, atraindo a atenção de todos, suscitando, muitas vezes, alegres sorrisos, que acompanhava.

Continuava pegada à filha, a quem tecia elogios de bom comportamento, tendo concluído assertivamente:

– Eu sou muito boa mãe!

Todos concordámos, felicitando-a!

Contou-nos peripécias sobre a doçaria que prepara com a mãe, fazendo pausas intensificadas pelas suas emoções, salpicando-as de sorrisos!

Aproveitei para perguntar-lhe como iam as aulas de natação, tendo presente a sua preocupação inibidora relativamente ao seu começo. A Pagizinha parecia estar a assistir a um filme, que descrevia.

– Eu tinha muito medo! – afirmou, contraindo-se e tremendo toda, arrepiando-nos com os seus gestos antecedidos de silêncio! Mas, agora gosto e dou mergulhos assim… – demonstrava!

As meninas, mais velhas do que ela, sorriam, sorriam; os adultos também, fazendo-lhe perguntas, às quais ela respondia expedida, graciosa e inteligentemente, associando ideias e factos.

Só o menino permanecia silencioso e observador, admirando-a com a transparência dos seus olhos de mar!

A Pagizinha cantou os parabéns, bateu palmas, comeu bolo, bebeu chá, e… em tudo encontrava pretexto para desencadear um tema, para partilhar algo.

Mas… permaneceu atenta à sua filha, que se portava muito bem, reiterava, provavelmente herdeira da educação de tão esmerada mãe – entregou-a à avó apenas por escassos minutos…

Saiu feliz com a filha ao colo, e com um pedaço de bolo para o pai, deixando atrás de si um cintilante manto de alegria!

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