A Menina Azul – O Beija-Mão Alentejano e Chuvoso

Chuva com Beija-Mão

Não o via há anos! Tantos quanto uma criança em idade escolar necessita para chegar a  homem, trilhando o caminho das três décadas.

Cruzámo-nos junto à porta da sua nova clínica, que frequentei durante anos sem o ter avistado no meio de batas brancas com máscara, e rececionistas muito simpáticas, decorações inovadas, tornando mais aprazível o pequeno espaço sempre repleto de clientes – eles gostam de chamar-lhes pacientes; e pareciam de facto, salvo as impacientes crianças, brincando com toda a variedade de ofertas lúdicas ao seu dispor.

Pronunciei surpreendida e enfaticamente o seu nome com visível alegria!  A admiração e o sorriso eram recíprocos – terá sido por isso que não vislumbrei marcas do tempo no médico alentejano?!…

Estendi-lhe a minha mão. Pegou-a delicadamente, e curvou-se, tocando-a  levemente com aos lábios…. – fiquei “sem graça”!

Subimos para o primeiro andar, parando num ou noutro degrau, quando a prosa, em que assumi o principal papel de ouvinte, o exigia.

Depois de ter sido atendida com a qualidade a que a clínica e os seus profissionais me habituaram, saí com um grato sorriso à vida, e acolhi o beija-mão insistente da chuva, que me aguardava!

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