A Menina Azul – Despertar na Cidade Grande!

O Tejo2014/02/18

O Tejo descansa na madrugada, deixando-se acariciar pelo sorrateiro e pálido sol, acordando as casas como um pai beijando as filhas pela manhã, para que abram os olhos, o fitem e sorriam!

O Cristo Rei, de pés mergulhados no rio das encantadoras musas, abraça a Menina Lisboa, berço de poetas – recordo-me particularmente do Al Berto e das suas memórias da noite, do dia, da vida desta sua cidade e da nossa aldeia.

Os Santos tocam os sinos da igreja cor-de-rosa pausadamente, contrastando com a velocidade deslizante dos carros nos carris da ponte.

Os pássaros cantam diversos, anunciando uma primavera para este dia, em que a chuva está de folga!

O avião lento e afónico atravessa as nuvens, carregado de sonhos, de negócios, de expectativas!

Quase ao alcance das minhas mãos, as laranjas trepam pela parede de mãos dadas com a folhagem.

A brisa entra pela minha janela sem pedir licença, e refresca o meu rosto rosado de alegria com beijos de: Bom Dia!

Sorrio! Sorrio com todos os sentidos, e agradeço este sublime momento, e a dádiva da vida!

Para lá do Tejo, fica a minha aldeia salpicada de serenidade transparente de mar turquesa, e de dança de espuma das ondas doces e atrevidas; a nossa terra é onde estamos, e  a distância é do tamanho do nosso coração!

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