D. Pimpona – 8.ª página

Coração Florido do Poeta, 2009

– Ai, ai, lindo jovem, que reconheço pela voz, acuda-me, por favor! – suplicou a D. Pimpona!

– Mas é a Sr.ª D. Condensa de Altifalante e Entrudo que está de pernas para o ar? E o que faz mergulhada nas sopas de leite do seu felino? Já sei! Foi apanhada pela criadagem quando fazia a sua máscara de beleza. O leite é de burra, com certeza! E retirou a receita dos banhos da Cleópatra, diz-me o meu dedo que adivinha! Vou ajudá-la, se é isso que me pede! – adiantou o mancebo.

O jovem encheu o peito de ar, e os botões da camisa saltaram para dentro do aquário, que o gato namorava, as mangas abriram-se como pára-quedas e os músculos incharam como balões, os cabelos presos na nuca soltaram-se e eriçaram-se como palha-de-aço. Então, inclinou-se sobre a D. Pimpona, pegou-lhe ao colo, como se fosse uma pena, e dirigiu-se para a cama, mas deu um pulo quando um saco de esferas caiu do decote da Condessa e escorreu sobre elas, deixando-a rebolar no chão.

(continua)

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