O Poeta Azul – 2.ª página

– Ora sejam bem-vindos, meus amigos! Já pensava que não iriam aparecer! Como vai a vidinha lá pela escola? – saudou o Zeca Pirolito.

– Do melhor, Poeta Azul! Até já aprendemos umas coisinhas da História de Portugal. A Sr.ª Professora falou sobre o regicídio, mas aquilo não me pareceu muito digno de um pais de poetas! – respondeu o Francisco sabichão.

– Tens razão, Francisco. O homem tem de aprender a controlar a raiva que vai no seu coração e a substituir a violência pela inteligência – adiantou o Zeca Pirolito.

– A mim é que eles não enfiam o barrete com certas histórias – adiantou o Manuel.

– O Poeta Azul tem toda a razão, acho eu, que sou um matulão, mas só bato em alguém para dar o troco, porque me lembro sempre das suas palavras: “A pancadaria não leva a lado nenhum”, mas, às vezes, a gente tem de desenrascar-se – salientou o Rui.

– Então e tu, António, o que é que trazes hoje nas algibeiras? – perguntou o Zé Pirolito.

– Umas pevidinhas, Poeta Azul. Quer? – respondeu o António levando a mão ao bolso.

– Não, obrigado! Oferece aos teus amigos – agradeceu o poeta.

– Ó Poeta Azul, vai contar-nos o que aconteceu naquela noite ao poeta e à deusa, como prometeu no outro dia? – inquiriu o João.

– Vamos a isso, meus rapazes, porque sou um homem de palavra.

(continua)

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