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	<title>Estórias da Carochinha &#187; Era Uma Vez</title>
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		<title>Estórias da Carochinha &#187; Era Uma Vez</title>
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		<title>A Menina Teresinha</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 08:11:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Era Uma Vez]]></category>

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A Menina Teresinha, minha colega na Escola Primária, era filha da D. Helena, a Governanta da Casa dos Pescadores, uma Sr.ª de cabelos encaracolados relativamente curtos e penteados para trás como a filha, nas negros, contrastantes com os da descendente unicamente na cor, de brilhantes lábios rubros, acentuados pelo baton, que nunca vi esboçar um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=1121&subd=estorias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://www.flickr.com/photos/lusografias/4246691821/" title="photo sharing"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2797/4246691821_9eeb71c682_m.jpg" alt="" style="border:1px solid #CCC;padding:2px;" /></a></p>
<p>A Menina Teresinha, minha colega na Escola Primária, era filha da D. Helena, a Governanta da Casa dos Pescadores, uma Sr.ª de cabelos encaracolados relativamente curtos e penteados para trás como a filha, nas negros, contrastantes com os da descendente unicamente na cor, de brilhantes lábios rubros, acentuados pelo baton, que nunca vi esboçar um sorriso, que se vestia de escuro e cobria-se com uma capa de feltro do mesmo tom e que no Inverno percorria os corredores do edifício completa e assustadoramente equipada, no seu ar austero, talvez pelo rigor do cargo e da vida, que lhe roubara o marido</p>
<p>A Menina Teresinha tinha um porte distante, mas apagado, como  a cor da sua pele onde faltavam as maçãs rosadas, os lábios finos  cerrados para a simpatia e para a comunicação e usava frequentemente uma saia azul e uma blusa branca &#8211; não me recordo qual era o seu nível de aluna, nem onde se encontrava quando, alguns mais tarde, a mãe faleceu e era reconhecida como uma boa Sr.ª</p>
<p>Quando eu já era mãe e necessitei de acompanhar o meu filho mais novo às termas, encontrei nos tratamentos um outro menino, magricela, traquina e alegre, perseguido pela mãe, uma Sr.ª da minha idade, autoritária, forte e de enormes cabelos lisos, penteados para trás, que falava muito e muito alto com o filho, repreendendo-o frequente e desnecessariamente</p>
<p>Na primeira vez que me cruzei com ela, tive  a nítida sensação que a conhecia e, à medida que a observava, descobria-lhes traços e gestos que me eram familiares, mas não a identificava.</p>
<p>Um dia, olhei para a sua testa e um pequeno caracol, que espreitava por baixo do cabelo esticado, denunciou-a: era a Teresinha, numa versão completamente diferente, inimaginável, mas ela!</p>
<p>Saí da estância divertida e incrédula com a minha descoberta. </p>
<p>Mais tarde, acabei por me dirigir a ela e apresentar-me a uma pessoa que não podia ter memória de alguém para quem talvez nunca tivesse olhado e que sempre tivera cabelos lisos.</p>
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		<title>A Fada Traquina</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 21:56:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Era Uma Vez]]></category>

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		<description><![CDATA[
Caros Visitantes,
Esta história é interactiva, por isso, podem &#8211; e devem  &#8211; partilhá-la, completando-a com as vossas crianças. Espero que se divirtam!
A Fada Traquina dirigiu-se ao mundo dos homens, pela primeira vez, vigiada pela Fada Protectora.
Quando chegou à cidade, assustou-se ao ver  o seu reflexo numa parede transparente e perguntou  a uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=1117&subd=estorias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://www.flickr.com/photos/lusografias/4246007502/" title="photo sharing"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2800/4246007502_29c70eea69_m.jpg" alt="" style="border:1px solid #CCC;padding:2px;" /></a></p>
<p>Caros Visitantes,<br />
Esta história é interactiva, por isso, podem &#8211; e devem  &#8211; partilhá-la, completando-a com as vossas crianças. Espero que se divirtam!</p>
<p>A Fada Traquina dirigiu-se ao mundo dos homens, pela primeira vez, vigiada pela Fada Protectora.</p>
<p>Quando chegou à cidade, assustou-se ao ver  o seu reflexo numa parede transparente e perguntou  a uma menina:</p>
<p>- Piu, piu! O que é isto?</p>
<p>A menina voltou-se e riu-se, admirada com aquela forma de chamamento.</p>
<p>- Piu?! Piu?! O que é isso? Eu não sou um pássaro, nem tu, pelo que vejo, apesar do teu ar estranho.</p>
<p>- Esta é a forma carinhosa como nos tratamos no Reino das Fadas, menina.</p>
<p>- No Reino das Fadas? Não sei do que estás a falar! Então as Fadas não são imaginárias?</p>
<p>- Imaginárias?!… Não percebo! Mas eu vivo onde te disse e vim à Terra para ajudar as pessoas.</p>
<p>- A sério? Então podemos ir a casa do Menino dos Olhos de Mar para o fazeres sorrir? </p>
<p>(continua)</p>
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			<media:title type="html">Maria</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>D. Pimpona &#8211; 11.ª página</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 14:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Era Uma Vez]]></category>

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		<description><![CDATA[-	Acalme-se, Sr.ª Condessa! Vamos conversar! &#8211; recomendou o Sr. Abade.  E os Sr.s empregados podem retirar-se, se faz favor! Cada um para os seus postos!
Depois de terem saído todos dos aposentos da D. Pimpona, que estava num pranto, o Sr. Abade dirigiu-se-lhe nestes termos:
-	Sr.ª Condessa, o seu aspecto corresponde ao que a Sr.ª é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=1115&subd=estorias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>-	Acalme-se, Sr.ª Condessa! Vamos conversar! &#8211; recomendou o Sr. Abade.  E os Sr.s empregados podem retirar-se, se faz favor! Cada um para os seus postos!</p>
<p>Depois de terem saído todos dos aposentos da D. Pimpona, que estava num pranto, o Sr. Abade dirigiu-se-lhe nestes termos:</p>
<p>-	Sr.ª Condessa, o seu aspecto corresponde ao que a Sr.ª é um espantalho, que assusta todos, inclusivamente a  sua pessoa como acabámos de presenciar. Vamos ter de mudar isto, porque os seus comportamentos são uma vergonha para os reinos temporal e espiritual.</p>
<p>-	Mas Sr. Abade, eu sou muito bem comportadinha, sou uma vítima do pecado da luxúria, digo alguma mentiritas, mas é coisa pouca; de resto, acho que até me comporto bem, embora ouça às portas e goste muito de comentar&#8230; &#8211; justificou-se a D. Pimpona.</p>
<p>-	Basta, Sr.ª Condessa! Não posso ouvir mais nada, só no confessionário. O que vejo basta-me para determinar que a Sr.ª não pode continuar neste antro de pecado! Tem muita sorte, por eu não contar tudo ao Rei, senão seria expulsa da Alcáçova Assombrada e iria habitar da Aldeia de Alegria entre o povo como a Sr.ª abomina – prosseguiu o Sr. Abade!</p>
<p>-	Mas Sr. Abade, por amor de Deus, não me pode dar um castigo destes! Tenha dó, por favor! – suplicou a D. Pimpona!</p>
<p>-	A Sr.ª Condessa é quem escolhe: ou vai para a Aldeia da Alegria ainda hoje ou fica na Alcáçova, mas desprovida de tudo o que é supérfluo que existe nestes aposentos, que a Brigada tratará de distribuir pelo povo mais necessitado da aldeia – sentenciou o Sr. Abade.</p>
<p>-	Tenha dó, Sr. Abade! Isso é que não! Como é que eu vivo sem esta luxúria que herdei? Que horror! – suplicou a D. Pimpona, ajoelhando-se aos pés do Sr. Abade.</p>
<p>-	Levante-se, Sr.ª Condessa, a quem a partir de agora só tratarei por D. Pimpona, para se recordar que está em penitência, para não se perder a sua alma – continuou o Sr. Abade.</p>
<p>-	A D. Pimpona vai usar os vestidos mais simples que tiver, que as empregadas virão escolher, e recolher-se no outro piso, no quarto do fundo, virado para o lago para se ver reflectida quando for à janela.  Terá de assistir a todas as celebrações e vai pertencer ao coro da capela onde ensinará música  e canto às crianças e jovens; o seu acesso a esta parte da Alcáçova fica-lhe interdita – determinou o Sr. Abade.</p>
<p>-	Mas Sr. Abade, eu não vou resistir! Como poderei viver sem ouvir o frufru dos meus vestidos, as conversas da Alcáçova Assombrada?! A minha vida vai ser uma verdadeira assombração! – retorquiu aflita a D. Pimpona.</p>
<p>-	Não adianta argumentar, nem suplicar, D. Pimpona, a menos que queira que dê conhecimento das ocorrências ao Rei. A Sr.ª também terá de acompanhar-me a todas as visitas que eu fizer à Aldeia da Alegria – concluiu o Sr. Abade!</p>
<p>-	Ai, não, não! – repetia a D. Pimpona toda chorosa!</p>
<p>-	Pare com as lamúrias e decida-se, D. Pimpona, que tenho pessoas à minha espera! E o Pimpão não a vai acompanhar, para não a desencaminhar, até por que, nas horas livres, a Sr.ª vai ajudar os pobres com a Irmã Benedita – ultimou o Sr. Abade!</p>
<p>-	Se não tenho alternativa, irei com o Sr. Abade, mas precisava de arranjar-me primeiro – respondeu a D. Pimpona.</p>
<p>-	Não há tempo! Prepara-se no seu novo quarto onde a Brigada já actuou, depois de as empregadas e o jovem mancebo levarem as coisas que escolherem e ajudarem a arrumar tudo!</p>
<p>A D. Pimpona saiu desfeita por dentro e por fora e seguiu o Sr. Abade.</p>
<p>FIM</p>
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		<item>
		<title>O Crocodilo Alentejano</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 12:27:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Era Uma Vez]]></category>

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		<description><![CDATA[
O crocodilo espreita as embarcações que se aproximam da costa alentejana pronto para deslizar nas águas e lutar contra as vagas revoltadas e devoradoras, antes que as engulam.
Os pescadores, sentindo-se ameaçados pela sua presença, benzem-se pedindo misericórdia divina pelos seus pecados, pelas suas famílias, pelas sua vidas, fazendo promessas à Virgem Protectora.
As aflitas gaivotas clamam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=1105&subd=estorias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://www.flickr.com/photos/lusografias/4240563192/" title="photo sharing"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4038/4240563192_32138fb5c1_m.jpg" alt="" style="border:1px solid #CCC;padding:2px;" /></a></p>
<p>O crocodilo espreita as embarcações que se aproximam da costa alentejana pronto para deslizar nas águas e lutar contra as vagas revoltadas e devoradoras, antes que as engulam.</p>
<p>Os pescadores, sentindo-se ameaçados pela sua presença, benzem-se pedindo misericórdia divina pelos seus pecados, pelas suas famílias, pelas sua vidas, fazendo promessas à Virgem Protectora.</p>
<p>As aflitas gaivotas clamam pelas sereias, que emergem magníficas das águas com espectros nas mãos e, de longos e belos  cabelos ao vento, umas prendê-no nos seus caracóis,  outras nos laços das sua lisas franjas, algumas entrelaçam-no nas suas  tranças, encantando-o com as sua baladas ecoantes.</p>
<p>O crocodilo vai dominando as ondas enfraquecidas pela ausência do vento, e as embarcações recuperam, a pouco e pouco, o equilíbrio. Depois circunda os barcos, calafeta os rombos com limos e atira-lhes pescado para os porões.<br />
Com um aceno, as sereias obedecem-lhe e retiram-se para as profundezas do mar.</p>
<p>O Sol espreita por detrás das nuvens, aquece os corpos molhados dos pescadores e beija o crocodilo amigo, que volta para o seu posto, espreguiçando-se.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estorias.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estorias.wordpress.com/1105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estorias.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estorias.wordpress.com/1105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estorias.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estorias.wordpress.com/1105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estorias.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estorias.wordpress.com/1105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estorias.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estorias.wordpress.com/1105/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=1105&subd=estorias&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Maria</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>O Bolo-Rei para a Vizinhança</title>
		<link>http://estorias.wordpress.com/2010/01/02/o-bolo-rei-para-a-vizinhanca/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 22:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Era Uma Vez]]></category>

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		<description><![CDATA[
Duas Sr.ªs de idade avançada sobem a rua  a custo , apoiando-se mutuamente e detêm-se na frente da minúscula e tentadora montra da  pequena e aromática pastelaria, atraídas por um colorido e mini bolo-rei .
O empregado, de sorriso franco e peito aberto a sobressair para além da camisa alva vem à porta, saúda-as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=1091&subd=estorias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://www.flickr.com/photos/lusografias/4238601400/" title="photo sharing"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2524/4238601400_12c8aeb0ec_m.jpg" alt="" style="border:1px solid #CCC;padding:2px;" /></a></p>
<p>Duas Sr.ªs de idade avançada sobem a rua  a custo , apoiando-se mutuamente e detêm-se na frente da minúscula e tentadora montra da  pequena e aromática pastelaria, atraídas por um colorido e mini bolo-rei .</p>
<p>O empregado, de sorriso franco e peito aberto a sobressair para além da camisa alva vem à porta, saúda-as e  convida-as:</p>
<p>- Boa tarde, D. Vicência e D. Vitória, como está essa saudinha? Vai um bolinho-rei acabadinho de fazer  com o tamanho talhado a pensar na vizinhança do bairro?</p>
<p>- Muito obrigada, Sr. Amável! &#8211; respondeu a Sr.ª de óculos com aros azuis  e sorriso  trémulo.</p>
<p>- Ora essa, D. Vitória! Querem entrar e descansar um pouco?  &#8211; perguntou o Sr. Amável.</p>
<p>As Sr.ªs olharam uma para a outra  e concordaram num aceno de cabeça.</p>
<p>- Aproveitamos, sim Sr.! Quanto custa o bolinho-rei? &#8211; inquiriu a D. Vicência.</p>
<p>- São dois euros e meio, mas não se preocupem com isso, porque hoje eu pago uma fatiazinha  a cada uma das Sr.ªs, para provarem! Entrem lá, que está muito frio e não tarda nada começa a chover &#8211; insistiu o Sr. Amável.</p>
<p>- Obrigada Sr. Amável! O seu paizinho soube escolher-lhe o nome! Nós aceitamos e tomamos um chazinho de camomila &#8211; respondeu a D. Vitória.</p>
<p>- E podemos levar um bolinho para as duas, que o Sr. Amável fará o favor de cortar ao meio. Daqui a dias, quando recebermos  a pensão, voltamos cá!</p>
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		<title>As Compras dos Pais</title>
		<link>http://estorias.wordpress.com/2009/12/06/as-compras-dos-pais/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 08:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Era Uma Vez]]></category>

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		<description><![CDATA[
Dois Sr.s de meia idade olhavam atentamente para os artigos expostos na loja, aproximavam-se de uns e de  outros, curiosos e indecisos,  sem ousarem tocar-lhes.
A dada altura, ficaram ao lado um do outro, de frente para as prateleiras dos pijamas.
O Sr. mais alto e forte, com ar mais decidido, pegou num pijama azul [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=1039&subd=estorias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://www.flickr.com/photos/lusografias/4162508210/" title="photo sharing"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4040/4162508210_924b9b41b1_m.jpg" alt="" style="border:1px solid #CCC;padding:2px;" /></a></p>
<p>Dois Sr.s de meia idade olhavam atentamente para os artigos expostos na loja, aproximavam-se de uns e de  outros, curiosos e indecisos,  sem ousarem tocar-lhes.</p>
<p>A dada altura, ficaram ao lado um do outro, de frente para as prateleiras dos pijamas.<br />
O Sr. mais alto e forte, com ar mais decidido, pegou num pijama azul com  uns alegres pinguins a deslizarem no gelo, e o outro opinou:</p>
<p>- É bonito! Estava a pensar levar um destes para a minha filha mais nova.</p>
<p>- Também eu &#8211;  respondeu sorridente o Sr. mais alto, observando melhor a peça que segurava. Mas tenho duas filhas.</p>
<p>- Que curioso! Eu também! Uma tem vinte e oito anos, e a mais nova vinte e quatro! &#8211; retorquiu o Sr. mais baixo e grisalho.</p>
<p>- As minhas, uma tem vinte e seis e a outra vinte e dois, mas isto anda ela por ela. Vou comprar este para a Lilia, e o das bolinhas para a Lídia, a minha mais velha &#8211; continuou o Sr. mais alto.</p>
<p>- E eu vou levar iguais aos seus: o dos pinguins para a Liliana e o das bolinhas amarelas e azuis para a Lígia &#8211; afirmou o Sr. grisalho.</p>
<p>- Esta tem graça: os nomes das  nossas filhas começam todos por <em>L</em>, mas o meu também, sou Luís, e a minha mulher chama-se Lúcia &#8211; acrescentou divertido o Sr. mais alto.</p>
<p>- Veja lá a coincidência, Sr. Luís. Na minha casa, também somos uma família  <em>L</em>: eu chamo-me Lino, e a minha esposa Lia &#8211; adiantou o Sr. grisalho com um grande sorriso.</p>
<p>- Mas olhe, Sr. Lino, no tamanho só eu é que sou <em>L</em>; o resto da família é <em>M</em>. Já agora, também vou levar aquele pijama das riscas brancas e azuis turquesa para a minha Lúcia, e este dos quadrados vermelhos e azuis escuros para mim. Isto é que são umas prendas muito <em>P</em>. E ainda falta o peru &#8211; prosseguiu o Sr. mais decidido.</p>
<p>- O Sr. é engraçado, Sr. Luís! Tem toda a razão! &#8211; continuou o Sr. Lino.</p>
<p>- Mas o Sr. Lino não pense que só nos ficamos por estas letras! Então e o <em>A</em> do amor e da alegria, a continuação do <em>P</em> do presépio e da paz, o <em>F</em> da família, e da felicidade, o <em>B</em> do bacalhau e do Banco Alimentar, o <em>M</em>, o <em>J</em> e do <em>G</em> do Menino Jesus e da missa do galo?!&#8230; E muitas mais letras do abecedário estarão à nossa mesa e nos nossos corações &#8211;  destacou alegremente o Sr. mais alto.</p>
<p>- Mas que grande imaginação, Sr. Luís! Está certo! Nós também as convidamos e a maior parte no nosso dia-a-dia! &#8211; acrescentou o Sr. Lino!</p>
<p>O Sr. Luís olhou para o relógio, estendeu a mão ao Sr. Lino e desejou-lhe Feliz Natal,  votos que o seu interlocutor agradeceu e retribuiu com simpatia.</p>
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		<title>O Jovem Lavrador</title>
		<link>http://estorias.wordpress.com/2009/11/24/o-jovem-lavrador/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 06:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Era Uma Vez]]></category>

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		<description><![CDATA[
09/11/23
Entrou um jovem no meu gabinete, depois de pedir licença, e começou a limpar os vidros das amplas janelas amarelas, advertindo-me de que não necessitaria de levantar-me, porque poderíamos estar ambos a trabalhar ao mesmo tempo.
Absorta na minha actividade, nem reparara no seu rosto, mas a sua rapidez e eficiência não me passaram despercebidas e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=1024&subd=estorias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://www.flickr.com/photos/lusografias/4130338774/" title="photo sharing"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2681/4130338774_eb978fbc61_m.jpg" alt="" style="border:1px solid #CCC;padding:2px;" /></a></p>
<p>09/11/23</p>
<p>Entrou um jovem no meu gabinete, depois de pedir licença, e começou a limpar os vidros das amplas janelas amarelas, advertindo-me de que não necessitaria de levantar-me, porque poderíamos estar ambos a trabalhar ao mesmo tempo.</p>
<p>Absorta na minha actividade, nem reparara no seu rosto, mas a sua rapidez e eficiência não me passaram despercebidas e dirigi-lhe um justo elogio.</p>
<p>Observadora e graciosa, uma jovem esbelta, de rosto cândido e luminoso, olhos claros e cabelo solto com muitos caracóis, que ia a sair em serviço, perguntou-lhe:</p>
<p>- Não quer ir para a minha casa?</p>
<p>- Para trabalhar? Oh! &#8211; respondeu-lhe o rapaz serena,  respeitosa e indiferentemente.</p>
<p>- Claro, para trabalhar! &#8211; respondeu-lhe a sua interlocutora com um lindo sorriso!</p>
<p>- Para trabalhar, tenho  a minha casa onde faço tudo sozinho: limpo, lavo, passo, trato do campo à volta; é uma vivenda, tenho muito que fazer.</p>
<p>- E não tem ninguém com quem partilhar as tarefas? &#8211; insistiu a jovem.</p>
<p>- Não, mas às vezes é melhor estar só do que mal acompanhado.</p>
<p>Quando deixou os vidros a brilhar, colocou-se na minha frente e, colado ao chão, narrou a sua actividade semanal de lavrador:</p>
<p>- Cuido da vinha, das laranjeiras, tenho umas batatas semeadas, alfaces e coisas assim! Devia ver, nem deixo crescer uma erva. Pego num tractorzinho que lá tenho e lavro tudo, mas quando comprei aquilo, havia ervas do meu tamanho.</p>
<p>E vende alguma coisinha? &#8211; perguntei-lhe.</p>
<p>- Não vendo nada, dou. As minhas laranjas são mel, nem sei onde arranjei aquilo, e as minhas vizinhas, que também têm laranjeiras, vêm apanhar das minhas, mas eu não me importo, até gosto de repartir.</p>
<p>- Não é frequente encontrar um jovem assim! &#8211; salientou a Teté, precioso elemento da minha equipa.</p>
<p>- Olhe, no caminho um colega perguntou-me como é que eu juntava dinheiro para ter tudo isto,  e eu respondi-lhe que, enquanto ele andava  a divertir-se todas as noites e a gastar dinheiro,  eu ficava na minha sala, sentado no sofá  a ver televisão. Mas eu preciso é de trabalho, esse é que não pode faltar e,  quando chegar, largo este e pego noutro &#8211; prosseguiu o jovem, que não tinha tempo para barbear-se.</p>
<p>- E um docinho de laranja? Seria bom ter alguém que o fizesse com gosto e apreciasse essa sua actividades de lavrador &#8211; insisti.</p>
<p>O jovem sorriu e continuou:</p>
<p>- Eu sou mais do campo, eu gosto do campo, e a minha mãe, que é do Alentejo e o meu pai de Paredes de Coura, também gostam! Estiveram lá no fim-de-semana! Mas o pior são as contribuições, porque eu comprei aquilo barato &#8211; continuou o jovem, referindo o contexto e o valor da compra, a qual o mediador da imobiliária propôs duplicar, caso lha quisesse vender.</p>
<p>- Mas morar numa vivenda tem vantagens, porque não se incomoda, nem se é incomodado! &#8211; adiantei.</p>
<p>- É verdade, e não se paga condomínio, e aquilo tinha uma adega e tudo. Mas está-se sempre a gastar dinheiro, porque isto ou aquilo não está bem, arranja-se. Olhe, acabei a cozinha, ficou rústica, procurei juntar os dois estilos das zonas dos meus pais, está bonita, eu gosto!</p>
<p>- Mas investe e vê frutos do seu trabalho! Parabéns! &#8211; incentivei-o.</p>
<p>À despedida, que o jovem parecia não desejar, felicitei-o por ser grande, não me referindo à sua enorme estatura e desejei-lhe as maiores felicidades, as quais me retribuiu.</p>
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		<title>Uma Corrida na Cidade</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 14:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Era Uma Vez]]></category>

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		<description><![CDATA[
A paragem de táxis estava fora de serviço, sem espaço para estacionamento, totalmente ocupada por veículos de residentes desesperados por não poderem dobrar o carrinho e pô-lo na varanda ou num cantinho da sala, quiça de trabalhadores, mas a contagiante serenidade do Tejo pairava no meu olhar, indiferente à desorganização urbana.
No outro lado da rua, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=992&subd=estorias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://www.flickr.com/photos/lusografias/4105065843/" title="photo sharing"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2641/4105065843_452953073f_m.jpg" alt="" style="border:1px solid #CCC;padding:2px;" /></a></p>
<p>A paragem de táxis estava fora de serviço, sem espaço para estacionamento, totalmente ocupada por veículos de residentes desesperados por não poderem dobrar o carrinho e pô-lo na varanda ou num cantinho da sala, quiça de trabalhadores, mas a contagiante serenidade do Tejo pairava no meu olhar, indiferente à desorganização urbana.</p>
<p>No outro lado da rua, sobre o largo passeio, uma senhora ainda jovem esperava impacientemente por algo. Depois, abeirou-se de mim e protestou contra aquela situação, que as três patrulhas da polícia que circularam à nossa frente ignoraram.</p>
<p>Concordámos que o passeio onde se encontrava era o ponto estratégico para que um taxista se apercebesse da nossa presença e respondesse ao nosso sinal e mudámos de direcção.</p>
<p>Quando avistámos um táxi livre, a simpática senhora perguntou-me para onde ia e, por que a Av.ª Fontes Pereira de Melo ficava no caminho para  a 5 de Outubro, concordámos partilhar o veículo e a despesa.</p>
<p>Apaixonadas pela cidade, elogiámo-la, apreciando o discernimento empreendedor do Marquês, reconstrutor de uma cidade em ruínas, visionário futurista, que proporcioniu o escoamento de trânsito de que todos, grata ou indiferentemente usufruímos na actualidade, lamentando, simultaneamente, a perspectiva restrita dos políticos do nosso tempo, cuja medida de empreendimento é insuficiente para hoje.</p>
<p>A cultura patrimonial, associada à derrocada arquitectónica e à queda agonizante de edifícios seculares patentes em todo o país, testemunhos da história nacional, e o projecto de divulgação destes, que um amigo fotografa e ilustra com os factos  &#8211;  de ordem pessoal, social e política &#8211; que estão subjacentes a este estado de degradação, e que procura um patrocinador, também foi tema da nossa conversa.</p>
<p>Despedimo-nos com simpatia e sorriso recíprocos na primeira paragem com a determinação da minha companheira de viagem de que seria ela a pagar a corrida, sob proposta de caber-me fazê-lo quando nos reencontrássemos no mesmo contexto. Agradeci-lhe e selei o acordo.</p>
<p>Atravessei a avenida no meio da vozearia veloz e ensurdecedora da cidade e o meu pensamento voou para outra dimensão,  antevendo que para a próxima viagem em que voltaremos a estar  juntas não necessitaríamos de utilizar meios de transporte desta natureza.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estorias.wordpress.com/992/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estorias.wordpress.com/992/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estorias.wordpress.com/992/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estorias.wordpress.com/992/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estorias.wordpress.com/992/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estorias.wordpress.com/992/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estorias.wordpress.com/992/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estorias.wordpress.com/992/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estorias.wordpress.com/992/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estorias.wordpress.com/992/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=992&subd=estorias&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8221; O &#8220;´Ti Jaquim&#8221; em Lisboa</title>
		<link>http://estorias.wordpress.com/2009/11/15/ti-jaquim-em-lisboa/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 06:18:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Era Uma Vez]]></category>

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		<description><![CDATA[O  &#8220;ti´&#8221; &#8220;Jaquim&#8221; foi novamente a Lisboa, a um especialista ao Hospital de Santa Maria, e continua muito surpreendido com o que vê na capital, como  podemos ouvir pela sua conversa com um dos seus “comapdris”.
- Ai, “compadri”, aquilo lá pela Lisboa é cá uma “barulhêra”, um gentio e um “chêro” tão “desquisito” [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=984&subd=estorias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O  &#8220;ti´&#8221; &#8220;Jaquim&#8221; foi novamente a Lisboa, a um especialista ao Hospital de Santa Maria, e continua muito surpreendido com o que vê na capital, como  podemos ouvir pela sua conversa com um dos seus “comapdris”.</p>
<p>- Ai, “compadri”, aquilo lá pela Lisboa é cá uma “barulhêra”, um gentio e um “chêro” tão “desquisito” a “gasis” no “ari”, que uma pessoa “nã” chega a “perceberi” se é dos motores dos carros e das motas, se do “vasilhami” da “famila”.</p>
<p>- O “compadri” tem razão, “si senhori”, isso “meti ´specie”, mas quem, com o devido “respêto”, precisar de largar-se, porque “encolheri” os “gasis” faz “mali” a uma pessoa, “nã” precisa de “olhari” para trás “ó” para o lado, com medo de alguém “ouviri”.</p>
<p>- “Atão nã ei” que o “compadri Maneli ´tá “certo!?&#8230; “Atão pôji”, nem me &#8220;alembrara&#8221; disso!</p>
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		<title>D. Pimpona &#8211; 10.ª página</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 03:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Era Uma Vez]]></category>

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		<description><![CDATA[O jarro, irritado com a agressividade do Pimpão, que costumava interromper as conversas da equipa Lava-Tudo com Cuidado  miando despropositadamente, atirou água para cima do felino, que fugiu assustado para o jardim, para tranquilidade da bacia de esmalte.
- Obrigada, amigo jarro, sempre fiel e meu defensor! Que seria de mim sem o banho que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estorias.wordpress.com&blog=831967&post=974&subd=estorias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O jarro, irritado com a agressividade do Pimpão, que costumava interromper as conversas da equipa Lava-Tudo com Cuidado  miando despropositadamente, atirou água para cima do felino, que fugiu assustado para o jardim, para tranquilidade da bacia de esmalte.</p>
<p>- Obrigada, amigo jarro, sempre fiel e meu defensor! Que seria de mim sem o banho que deu àquele malvado? – agradeceu a bacia chorosa.</p>
<p>- Não precisa de agradecer-me, minha amiga, porque só fiz o que qualquer escudeiro da corte faria por uma dama. Deixe-me colocar uns pachos de água fria, para aliviar as suas dores. – respondeu o jarro amavelmente sorridente.</p>
<p>- Muito obrigada, meu amigo! – insistiu a bacia, pingando melodiosamente a sua dor para o  balde.</p>
<p>O Sr. Abade, surpreendido pela ausência da D. Pimpona pelos corredores e discursos nas assembleias, surgiu à porta dos seus aposentos e, visivelmente assustado e indignado com a falta de recato da Condessa, colocou a mão na boca desmesuradamente aberta, impedindo a entrada de algum bago precioso de romã, que poderia partir-lhe algum dente. Depois de retomar o fôlego, limpou o suor da testa com a manga da batina e repreendeu-a:</p>
<p>- D. Pimpona, que vem  a ser isto? A Sr.ª Condessa tem noção da sua postura e da denúncia do seu pecado da gula e da soberba ao esconder pedras preciosas na sua dentadura?!&#8230; – perguntou, desagradado, o Sr. Abade.</p>
<p>A Sr.ª Condessa de Bem-falante  e Sabe Tudo, accionada pela mola da envergonhada e preocupada com o seu estatuto na Alcáçova Assombrada e na Aldeia da Alegria, ergueu-se num ímpeto, dirigiu-se ao Sr. Abade e  preparava-se para beijar-lhe a mão com os lábios rubros, mas saltou um grito ao ver-se ao espelho.</p>
<p>(continua)</p>
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