“Saber amar é saber dar liberdade à pessoa amada”, declarou convicta a minha amiga Alice, uma adolescente como eu, no final de uma tarde primaveril, depois das aulas, quando respirávamos com as majestosas árvores a paz do jardim do Bonfim na cidade de figuras emblemáticas da cultura portuguesa: Bocage, Luísa Todi, Eusébio, o calafate.
Que esta importante manifestação do amor, que visa a preservação da identidade e a necessidade de espaço pessoal do outro, seja reconhecida e vivida na medida certa e não tome proporções que levem o liberto a ser refém desta amorosa oferta, ao ponto de esquecer os elos com o libertador, deixando-o de mãos vazias.
