D. Pimpona – 7.ª página

As duas empregadas tentaram levantar a D. Pimpona, mas, cada vez que parecia que estava a erguer-se, caia novamente, como se fosse um boneco articulado, ou talvez tivesse pedras nos bolsos do vestido, e o pior é que esta situação embaraçosa e os gemidos resmungões da Condensa desencadeavam uma incontrolável vontade de rir a ambas, que tentavam evitar, desviando o olhar uma da outra, apertando os lábios, tirando-lhes as forças.

- Sr.ª Condensa D. Pimpona, nós temos de ir buscar ajuda, senão fica ali deitada até que a brigada entre nestes aposentos, e a sua carinha vai parecer uma bolacha, toda espalmadinha. Já imaginou uma desgraça tão desgraçadinha? – retorquiu a Sr.ª obesa, tentando ajudar.

- Não pode ser, tirem-me daqui, por favor, senão, como é que depois ponho o nariz onde não sou chamada? – suplicou, engasgada, a D. Pimpona!

- Vamos tentar só mais uma vez, D. Pimpona – declarou a jovem.
Um, dois e …

- O que é que se passa aqui, que barulho é este, que ninguém pode descansar nesta Alcáçova? – perguntou o mancebo, ao entrar.

(continua)

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