- Eu quero! Eu quero! – grita o menino, agitando a bandeira, batendo o pé, de olhos fisgados nos balões!
- Eu prometo que como a sopa toda, que me porto bem, que faço os deveres sem resmungar, que ajudo o Sr. Povinho a atravessar a rua, que reparto o lanche com os meninos que moram no bairro da lata, que deixo de deitar a língua de fora quando me apetece dizer coisas feias. Vá lá, eu prometo isto e muito mais, eu prometo, eu prometo tudo o que quiserem, mas dêem-me os balões para eu poder ver tudo lá de cima, usar a varinha mágica da madrinha e mandar em tudo! – insistia o menino olhando à volta, à espera da aprovação de todos!
- Pára com isso, Leopoldo! Não precisas de exagerar, filho! – recomendou a D. Viviana.
- Ó mãe, mas eu quero, eu quero ser político como o avô e ganhar as eleições; só estou a treinar! – respondeu o menino saltando para uma cadeira.
- Mas ainda és muito pequeno! – acrescentou a mãe!
- Mas os homens não se medem aos palmos e a D. Hortaliça diz que de pequenino é que se torce o pepino – retorquiu o menino, erguendo a bandeira, vitorioso!