Lisboa, 9 de Março de 2009
Querida Teresinha,
Trouxe-te comigo na viagem até Lisboa como te levo para tantos sítios que te eram prazenteiros, nos momentos e circunstâncias mais diversos, lindamente sorridente, vaporosamente vestida com os tons destes brincos de princesa, saia maxi comprada numa das tuas “boutiques” preferidas, “chiquérrima”, como tu própria dizias, com o olhar [...]
Arquivo de Março, 2009
Carta para a Teresinha
Março 14, 2009
Saber Caminhar
Março 8, 2009
- Já consegues estar de pé?
- Sim.
- E caminhar?
- Também. Já dou passos à bebé.
- E passos à gigante?
- Ainda não.
- Então, porque queres começar já a correr?!…
Querer correr em qualquer contexto da vida humana é uma aspiração normal, mas primeiro é necessário saber caminhar, senão, corre-se o risco de tropeçar nos próprios pés e [...]
As Palmeiras
Março 8, 2009
As palmeiras perderam o seu porte distinto.
O vento abusador já não as abraça efusivamente, fazendo ecoar o estalido das suas longas pernadas apertadas umas contra as outras. Veio furioso do mar, certamente por que as sereias se esconderam nas águas escuras e revoltas e não o acariciaram, e resolveu despenteá-las, puxando as suas fartas [...]
O Verdadeiro Amor
Março 8, 2009
O verdadeiro amor dá-se e partilha-se, não se impõe, nem desrespeita os direitos do outro.
Omitir uma realidade dolorosa, uma doença ou outra vicissitude, é um acto de amor carregado de ambiguidade: procura poupar alguém que se ama muito, mas só adia o encontro com a verdade, rouba ao outro o direito de decidir – deslocar-se, [...]
O Avozinho Contador de Histórias (continuação)
Março 5, 2009
As festas que mais alegraram o meu avô foram, sem dúvida, os casamentos dos seus filhos e netos.
Quando o meu tio – o mais velho dos rapazes – casou, revivi com o meu avô alguns casamentos do “Era uma vez” que ele me descrevia nas noites em que dormia na sua casa, longas histórias de [...]
O Avô Contador de Histórias (continuação)
Março 4, 2009
O meu avozinho contador de histórias mantém vivas na memória dos seus filhos recordações sorridentes associadas a épocas festivas:
- o acolhimento das peripécias das janeiras cantadas pelas portas, narradas à volta da braseira e, de uma forma particular, dos agradecimentos, regaços cheios de mantimentos;
- o castigo de uma menina determinada, justa [...]
Évora – Templo de Simpatia
Março 2, 2009
09/02/27
No caminho para a cidade, por estradas secundárias, sente-se a solidão humana do Alentejo sem “viv´alma”.
A vista perde-se na paisagem verdejante salpicada de casas brancas contrastando, por vezes, com lustroso gado bovino e fofos caprinos.
Há árvores vestidas de flores, rosa como brincos-de-princesa, e brancas como anjinhos ou altas noivas, tentadoras do olfacto [...]