O mar usurpador também fora e continuaria a ser fonte de sustento para a família, gerador de sentimentos contraditórios.
O avozinho contador de histórias, detentor de Cédula de Inscrição Marítima, emitida pelo Departamento Marítimo do Centro, Delegação Marítima da vila, com o n.º 975, encontrou-se inscrito na classe de auxiliar, desde 9-6-42 a 10/1/1958.
No campo dos “Sinais Característicos” onde consta: a “Cor natural” da “Barba – castanha”, dos “Cabelos – pretos” e dos “Olhos – pardos”, apresenta a sua fotografia, sob a qual se pode ler “(Assinatura do Marítimo)” e ver-se a “Impressão digital do polegar direito” a vermelho.
Nas páginas seguintes, com o título “Data da conferência da cédula e pagamento de capitação de socorros a náufragos” , existem colunas identificadas com: “Data, sêlo e rubrica”, devidamente validadas com aposição dos selos de 2$50, ilustrados “Socorros a Náufragos”, a laranja, com imagem de uma embarcação azul com homens a remar, longa – a náloga às “armações”- a navegar num mar tenebroso, datados e carimbados.
(continua)
