Janeiro é um mês privilegiado, porque deu à luz bagos de romã coloridos com as mais finas flores de amor, encantos da minha vida, doçuras do meu coração, sorrisos do meu rosto, cantos de gratidão dos meus lábios, medidas dos meus passos.
Obrigada pelo avôzinho contador de histórias, que os Reis celebraram o seu nascimento!
Obrigada pelo meu paizinho, o mais belo, o mais doce, o mais amigo, o mais amoroso avô, o mais exemplar dos homens, o mais amplo porto de abrigo, o mais saudoso!
Obrigada pela minha afilhada, menina alegre, cantora, bailarina, motivo de alegria para todos, cúmplice do tio e padrinho – meu paizinho -, perfume de inocência e felicidade!
Obrigada pela princesa, que honrou o dia do nascimento da minha afilhada mostrando o seu rosto ao mundo, flor multicolorida a desabrochar no jardim da vida.
Obrigada pelo meu afilhado, amor da minha juventude, filho primogénito do meu coração.
Obrigada pelo meu priminho – primeiro sobrinho do meu afilhado – alegria roubada ao meu filho pela negação de um afilhado prometido quando ainda crescia no ventre materno.
Obrigada pelo meu amigo Rui, que no vigor da sua juventude preserva os “cabelinhos em pé” que trouxe ao mundo, para vencer as vicissitudes da vida.
Obrigada pela minha afilhada mais velha, pelo seu coração grande, oferecendo e buscando o amor,
Obrigada pelos meus alunos: Diogo, Pedro, Vítor, Fernando.
Obrigada pelo meu amigo escritor, actor, vencedor.
Obrigada pela minha amiga eborense, delicada, generosa e confiante.
Obrigada pelo João Davide, que se recusava a entrar em casa sem ver a vizinha ou chamava-me da rua.
Obrigada pela menina do mundo das fantasias, que representava quando me chamava amiga.
Obrigada pelo Al Berto, vivo na minha memória, nos caminhos onde nos encontrámos, na maresia que traz a sua magnífica e inconfundível voz carrregada de poesia esvoaçando e ecoando pelo mundo.
Obrigada pelo “Geninho” de Andrade, pela oportunidade de ter-se dedicado à escrita e pela herança que legou a Portugal e ao mundo.
Obrigada pelo Vergílio Ferreira, pelo seu pensar/saber e pelo interminável encontro.
Obrigada pelo António Gedeão por todo o seu tempo de poesia e pelo sonho filosofal.
Obrigada pela Ondina Braga e pelo seu sonoro silêncio no amor à escrita.
