Carta para o Simão

S. Torpes, 23 de Setembro de 2009 (6.01h)

Querido Simão,

Respiro o silêncio desta fresca madrugada perfumada de mar, ouço-o, cumprimento o farol de coração cansado, insistente, direccionando a sua luz para a casa da encantadora Beatriz, e reparto contigo este começo de um novo dia, pedaço de vida, com algumas palavras atravessando o Tejo.

Cumpriste a tua promessa escrevendo um livro para a tua mãe, reproduzido em filme – Parabéns!

Com quantos sorrisos a tua mãe te beija lá do céu, Simão? São tantos, tantos, que estás dormente e já não percebes quando tos dá!

E o teu pai também, orgulhoso de ti, aqueles que manteve escondidos no seu peito de macho, que te devia, mas misturados com lágrimas!

E o teu irmão Rui, o “super-homem”? Esse abraça-te, com certeza, e continua a ser o teu anjo da guarda e também da sua “Deinha”, a tua sobrinha que te ama e admira – fartou-se de chorar quando leu o Kiss me -, que sofre com a sua partida, sobretudo nos momentos duros da sua existência, mas que pode reencontrá-lo na força da tua mão, no calor doce da tua linda voz!
Tenho saudades dele!

Conheci a D. Laura, “a mulher mais bonita de S. Torpes”, antes de tu nasceres e tive o privilégio de contemplar e segurar nas mãozinhas gorduchinhas do seu “Menino Jesus”, “tão perfeitinho”, poucos dias depois de a tua mãe te ter acolhido nos seus braços cheios de amor – achei-te lindo e sê-lo-ias aos meus olhos e no meu coração pelos tempos fora!

[E agora, querido Simão, tenho de fazer uma pausa, porque o dever profissional chama-me e, apesar de empurrá-lo, não me larga! Até já!]

Não existem comentários neste post.

Deixar uma Resposta