A Linda Menina-Mulher apercebeu-se do decorrer dos anos com o envelhecimento e a doença dos pais, que tratou paciente e amorosamente e de quem se despediu dolorosamente.
Sofreu, chorou, quis partir com pai, mas ergueu-se no meio dos destroços da solidão e continuou o seu caminho, corajosamente!
Naquele dia, que amanheceu carregado de nuvens de sonhos destruídos, a Menina-Mulher encontrava-se sozinha num edifício frio de destinos e amplo de ansiedades.
Quis Deus que ela e a amiga-pérola partilhassem o mesmo espaço, no mesmo dia e na mesma hora, movidas por objectivos e sentimentos comuns.
Olharam uma para a outra com surpreendente alegria de crianças, engasgadas, mas simultaneamente seguras, confiantes, solidárias.
Depois dos desenlaces, continuaram a sorrir, trémulas, perante os jogos da vida e a pequenez do mundo, agradecendo a benção do seu encontro, e regressaram à sua cidade, contemplando o mar, companheiro dos anos inocentes e verdes das suas vidas, a quem confidenciaram os acontecimentos do dia e entregaram os sentimentos desfeitos.
Despediram-se estreitando os laços de amizade, fazendo-se ao mar da vida, navegando ao sabor da bonança, arrojadamente.
E a Linda Menina-Mulher continuará a ser uma Linda Pessoa, uma pérola até ao infinito!
