A Alice é uma menina rolicinha, de três ou quatro anos, que gosta de escolher o seu lugar e o da mãe no autocarro, no qual entra com o desembaraço e a determinação de uma mulher rural, de olhinhos brilhantes e ávidos de descoberta, de boquinha cerrada, de caracolinhos a saudar os passageiros, de rabinho rebolando-se por baixo do vestidinho de riscas castanhas e cremes.
Tem terror do mano, mais velho do que ela, que lhe “rouba os brinquedos todos”, o que lhe dá o privilégio de sair mais vezes com a mãe, que ela adora!
Chora quando o jantar é carne, reclamando: “mas eu quero açorda d´alho!”
Ao fim do dia, traz outra roupa, já vem sentada no lugar da frente, dá abracinhos à paisagem com o olhar, cumprimenta e responde silenciosamente a todos e sai atrás da mãe, que a ajuda a dar um saltinho do último degrau para o solo, que beija os seus pezinhos redondinhos sobressaindo de umas sandálias.